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Sonetos - Lílian Maial


MAL DE AMOR

Lílian Maial & Nathan de Castro

 

 

O amor é como a brisa das manhãs douradas,

que chega de surpresa, a refrescar o dia.

O mundo fica belo, as nuvens perfumadas,

e o tempo perde tempo, aos olhos da alegria.

 

O amor é como a chuva fria nas calçadas,

que chega em tempestade, dor, melancolia.

O mundo fica cinza, as luas deformadas,

e o tempo pesa mais que a lágrima tardia.

 

O mal de amor é fogo, é ar, é terra e é água,

que juntos se modelam, esculpindo a mágoa,

mas quem pode viver sem essa flor letal?...

 

Que venham elementos, venha a natureza,

os ventos da paixão, os beijos e a certeza:

amar faz tanto bem, que chega a fazer mal.

 

**********



Escrito por Lílian Maial às 20h10
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EU QUERO UMA RECEITA DE SONETO

Nathan de Castro & Lílian Maial

 

 

Eu quero uma receita de soneto -
um bálsamo pros dias sem paixão -
e descansar, em paz, esse esqueleto
das sendas do teu leito-perdição.

Eu quero a proteção de um amuleto
e os búzios espantando a solidão.
Saudade só se escreve em branco e preto,
mas visto o azul por mera precaução.  

No bloco das paixões prescrevo um verso:
depois de três uísques, o sabor
de um beijo pode ser louco e perverso.

Encolho as minhas asas na camisa-
de-força e, sem mais forças, forjo a cor
do verbo que me nega o olhar da brisa.

 

 

********** 



Escrito por Lílian Maial às 00h37
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SONETO PARA ANTONIEL
(homenagem ao poeta Antoniel Campos pelo aniversário)
Lílian Maial

___________________________________




Amei palavras na pressa dos leigos,
Nadei milhares de ondas sem ter mar,
Traguei dos bares covardes espelhos,
Ouvi promessas de nunca pagar.

No tempo certo teus versos tão meigos,
Inflaram sonhos de não acordar,
E o meu soneto, com novo parceiro,
Lavou de orvalho o meu peito a rimar.

Com teus poemas – poeta perfeito –
Amas a vida na beira do leito,
Musas do Olimpo querendo-te amar.

Porém meus lábios, selados de beijos,
Outrora mudos, agora em solfejos,
Sobre o universo, a ti vão recitar.

 

___________________________________

 

07/Jan/2002



Escrito por Lílian Maial às 16h11
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SONETO VERDE
                          Lílian Maial e Luiz Antônio Cardoso  

À sombra dos teus galhos fez-se o leito (LM)

propício ao renascer de toda vida. (LAC)

Raízes incrustadas no meu peito (LM)

acordam a saudade... distraída. (LAC)

 

O amor, na tua seiva, liquefeito, (LM)

desfaz a sua onírica partida, (LAC)

e nutre o coração - ora refeito (LM)

de paz e amor, em meio à despedida. (LAC)

 

Teus olhos clorofilam minhas folhas, (LM)

teus lábios propiciam as sementes (LAC)
que o tempo não demora a maturar. (LM)
 
E a vida é bem assim... tantas escolhas (LAC),
florestas tombam antes que lamentes (LM)
e sonhos custam tanto a germinar. (LAC)
 
***********

 

 



Escrito por Lílian Maial às 19h33
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SONETO TRICOLOR
®Lílian Maial

 



É Fluminense o nome da vitória,
De sangue e paz as tintas da esperança.
Antigo amor que, em mim, se fez história,
Visto a camisa em sonhos de criança.
 

É Fluminense o lábaro de glória,
Um lindo enlace em cores de aliança,
Onde a torcida sabe de memória
Todos os gols, qual passos de uma dança.
 

E o pó-de-arroz que enfeita este meu rosto,
Suplanta o riso - um troféu disfarçado -
Pelas mil vozes gritando em seu louvor.
 

De puro orgulho, empenho e tanto gosto,
sou mais um brado, um coro apaixonado,
A poesia do meu  t r i c o l o r !

 
**************



Escrito por Lílian Maial às 17h52
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COSTELA DE EVA
Lílian Maial

 


 
Detesto homem afoito, ou sem cuidado e espera.
Melhor o que se empolga e esquece, em mim, da vida,
Entende haver nos corpos cura e a despedida,
A glória e a derrocada, a paz que desespera.
 
Turvar-lhe o pensamento, abrir-lhe uma cratera,
Na mente, à exaustão! Depois dar-lhe a acolhida
Pequena concessão, quimera prometida,
Fazer de nós o unguento, o altar que o amor venera.
 
Há calma e descoberta, anseio curioso,
Centímetros de oferta, enlace temeroso,
Num átimo de fé, tortura e paraíso.
 
Difícil segurar, não permitir o espasmo!
Tão certo quanto o fim: teu riso e teu sarcasmo,
Mais justo conceder o osso sem juízo!
 
***********
*imagem retirada do blog costelladeeva.blogspot.com 



Escrito por Lílian Maial às 16h48
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AMOR ÀS TUAS GRADES

Daniel C. Rodrigues

Amaste tanto sentir meu calor
Que o coração brilhava deslumbrante
No olhar que revelava com fervor
A impressão que deixaste seu amante

Assisti no teu sorrir fulgurante
Milhões de pareceres de esplendor
E prazeres repletos de sabor
Escritos no luzir do teu semblante

Guardaste a sedução em tua palma
Despertaste a emoção em minha alma
Prendeste meu amor e sem protesto

São grades de total satisfação
Nas quais encarcerou meu coração
Sou grato por prestar ferino gesto

 

 



Escrito por Lílian Maial às 19h54
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ESTA TARDE CHOVEU...
®Lílian Maial

Esta tarde choveu. Eu fico em casa.
Sob as mantas, com sono e languidez,
num convite à total insensatez,
aguardando o meu bem, que não se atrasa.

Sai o sol, vem a chuva e eu em brasa,
numa louca aflição e essa nudez
descobrindo segredos e escassez
dos teus dedos de pássaro sem asa!

Esta tarde choveu e ele não chega.
O meu peito já sofre e se aconchega
na esperança que tu não te evapores.

Olho o chão, lá na rua, tão molhado,
e pressinto um amor desabrigado,
eu te imploro, querido: não demores!


*********



Escrito por Lílian Maial às 19h24
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A MAGIA DO AMOR

Lílian Maial 



 

 


A magia do amor – feitiço infame!
Traz sorriso nos olhos e no peito,
contagia e ilumina o sonho e o leito,
faz da pobre infeliz rica madame.

A magia do amor – ninguém reclame!-
Nunca mais saberá o que é defeito,
nem pensar em negar que é tão perfeito
o que, a outros, provoque só vexame.

Se eu a visse, de longe, esconderia
num cantinho qualquer o coração.
Que ela fosse de vez sem ver o espanto!

Já não posso enfrentar a tal magia,
seja negra ou das cores da paixão.
Oh! Magia do amor, meu desencanto!

******



Escrito por Lílian Maial às 18h08
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RUTILANTE

Lílian Maial

 

 

O sangue tem o apelo da poesia,

e o encanto do vermelho escreve o mote;

o tempo é derramado à revelia,

qual lenta hemorragia sem garrote.

 

Nos versos torturantes da isquemia

do peito, que necrosa a própria sorte,

lesando e debridando a fantasia,

o rútilo se impõe: serpente e bote.

 

Nas veias, a palavra soa branca,

circula, feito um glóbulo leucêmico,

na linfa impaciente do poeta.

 

Purpúrea pulsação que não estanca

a sede capilar de um verso anêmico,

melhor a transfusão que amor secreta!

 

 

***************

 

 



Escrito por Lílian Maial às 20h28
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Marca de Nascença

®Lílian Maial

 

 

Tenho a marca de nascença da poesia -

um estigma que trago em minha essência -

ladeada por brocados de euforia

e o silêncio sibilante da insolvência.

 

Nas sevícias de uma longa litania,

é nos versos que a razão pede clemência,

e se entrega ao devaneio e à epifania,

traz no ádito o pecado e a penitência.

 

Tanta dor aglutinada numa folha,

solitário insulamento sem escolha,

panteão que perpetua a orfandade.

 

Não há corte ou abrasão que a sublime.

Esse laivo, esse sinal que me redime,

É uma dádiva, é o inferno, ou a deidade.

 

**************

 



Escrito por Lílian Maial às 17h32
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Errado ou Certo
 
         © Nathan de Castro & Lílian Maial
 
Os nossos corações moram tão perto
e ao mesmo tempo vivem separados
pela ilusão dos versos de um deserto,
pelo langor de uns rios transbordados.
 
Os nossos corações, errado ou certo,
percorrem becos, luas, mil telhados,
à espera da explosão do beijo aberto
ao canto de ilusão de novos prados...
 
Os nossos corações moram tão versos,
tão longe dos saraus dos nossos braços,
que o sangue se esqueceu de circular...
 
Os nossos corações são tão dispersos,
que nem percebem tantos fortes laços
e a paz do amor que beira à beira-amar.
************


Escrito por Lílian Maial às 18h10
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Sem Nada Pra Dizer, Digo: Quem dera!
Lílian Maial 



Sem nada pra dizer, digo: quem dera!
Poder voltar no tempo de um talvez,
não ter tanta certeza, e a insensatez
domar a minha vida tão austera. 

Sem nada pra dizer, tento a quimera!
Um sonho de acordar sem ser a vez,
beber do teu sorriso, embriaguez,
sorver do teu amor sem mais espera. 

Sem nada pra dizer, sigo calada,
Nos passos de silêncio e escuridão,
perdida entre as estrelas tão distantes. 

Quem dera! O teu olhar, na madrugada,
dois sóis ardendo versos de paixão,
cadentes nos meus braços delirantes! 

*******



Escrito por Lílian Maial às 18h55
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SONETO DE FIM DE OUTONO

                                     © Lílian Maial



Os ventos dos outonos são tristonhas

Cantigas, cujas notas fazem ninho
No peito do poeta passarinho,
Que voa junto às folhas enfadonhas.

Ousar desabrochar as sem-vergonhas,
Antecipadamente e sem espinho,
É como um jardineiro e seu ancinho,
Remodelando o amor com mãos risonhas.
 
          A primavera ainda titubeia,                                           
Hesita entre o florir e o preservar,
Como a sentir saudade d’outro inverno.
 
Assim é o meu amor, que inda esperneia,
E insiste na paixão que o faz penar,
Enquanto, no meu peito, o sol hiberno.
 
***************



Escrito por Lílian Maial às 18h50
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Um soneto do jovem amigo Daniel Rodrigues:

REPRESADAS
Daniel C. Rodrigues


Ao fim da madrugada me tardia
Estouro de manadas em grilhões
Ao pulsar do meu espírito luzia
Reverberar de intensas emoções

De dentro do meu peito já eclodia
Um enxame de amores aos milhões
No certame de dores que me ardia
Que já me faz deleito nas canções

Rebento essa represa nos sonetos
Derramando mar de intensa expressão
Alento de grandeza nos contextos

Portento de sentir na afinidade
Inspirando a mais densa exclamação
Da alma no tinir da realidade

***********



Escrito por Lílian Maial às 18h44
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